Melhorando o Desempenho das Organizações com o BPM





Você descobriu que o desempenho de seus concorrentes é melhor que o da sua organização. E agora? Quer virar esse jogo? Mas, o que melhora o desempenho das organizações? Como verificar se o desempenho da organização tem melhorado ou piorado? Como verificar se os resultados e objetivos foram alcançados? 

O tema “DESEMPENHO DAS ORGANIZAÇÕES” é bastante complexo e, por isso, bastante desafiador também. Empresários, executivos e colaboradores buscam, diariamente, melhorar o desempenho das organizações em que trabalham. Desde os primeiros pesquisadores, cujas linhas de pesquisa tratam da administração de empresas, observa-se uma questão comum entre eles: Como melhorar o desempenho das organizações?
Outra questão é: Qual a importância da Gestão de Processos de Negócios (Business Process Management – BPM) no que tange o desempenho das organizações? Como resposta pode-se dizer que BPM contribui com a melhoria do desempenho das organizações, pois trata das variações de quatro métricas básicas: tempo do ciclo do processo, custo do processo, capacidade produtiva do processo e qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas organizações.

DINÂMICA DO AMBIENTE DE NEGÓCIOS
Há algum tempo, o mundo vivencia um dinamismo e uma velocidade nas transformações, seja em que segmento for, nunca antes experimentados. Neste contexto, as organizações buscam constantemente melhorar o seu desempenho e atingir melhores resultados. No entanto, quaisquer que sejam as práticas adotadas, as organizações devem considerar que qualquer produto ou serviço gerado por elas é resultado da execução de um processo.
A partir desta premissa, serão verificados alguns fatores que podem contribuir para o alcance de melhores resultados nas organizações e, tendo como sugestão para compor o modelo de Governança Corporativa a Gestão de Processos de Negócio, que passa a ser fundamental para as organizações se tornarem ágeis e flexíveis no atendimento às necessidades de seus clientes. Trata-se de uma competência tanto organizacional quanto do colaborador.
GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS
Algumas organizações insistem em não querer aceitar a força que tem a sociedade. Outras, há muito tempo, perceberam que precisam estar atentas às necessidades existentes na sociedade. São essas necessidades que, quando satisfeitas, contribuirão para um melhor desempenho das organizações, gerando maior lucratividade e uma maior fatia de mercado ou market-share. Mas o que a sociedade está exigindo das organizações?
INTERAÇÃO DAS PERSPECTIVAS  TI, RH e PROCESSOS
São inúmeras as perspectivas que podem ser consideradas num estudo que busque definir o modelo de governança a ser adotado por uma organização. Uma proposta possível de Governança Corporativa pode ser composta, entre outras, de três perspectivas muito importantes que, quando bem trabalhadas, proporcionam um bom desempenho. São elas: Tecnologia da Informação – TI, Recursos Humanos – RH e Processos.
TÓPICOS RELEVANTES EM GESTÃO DE PROCESSOS
Trabalhar processos implica em uma análise de vários componentes e, cada componente se apresenta composto por muitas variáveis importantes. Como já foi dito no início, este trabalho não se propõe a esgotar os temas aqui discutidos, mas, neste item, serão trazidas informações relacionadas a tópicos relevantes quando o assunto é Gestão de Processos de Negócios. Tópicos como Ciclo de Vida do Processo, Tipos de Processos, Tipos de Atividades, Dimensões Fundamentais, Padrões de Modelagem e Metodologias.


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“Que os esforços superem as impossibilidades, pois as grandes proezas dos Homens surgiram daquilo que parecia impossível.”  Charles Chaplin





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O Segredo das Empresas e Profissionais Focados


O Segredo das Empresas e Profissionais Focados

Olá nobre colega.  Começo o artigo de hoje com uma contação de história.  Essa não é uma história inédita.  Talvez você, caro leitor, já a tenha ouvido antes, mas peço novamente a sua atenção, paciência e valiosa reflexão.  

O engenheiro de um canteiro de construção pediu para seu mestre de obras selecionar um pedreiro para ser promovido.  Para isto, pediu que ele entrevistasse dois deles em especial.  Naquela manhã os dois estavam, coincidentemente, trabalhando em cima de uma mesma peça: um muro que arrodearia a igreja que estava sendo construída.  Sorrateiramente, e sem alarde, o já experiente mestre de obras se achegou a um deles e perguntou, inocente e despretensiosamente: "Bom dia José.  O que você está fazendo agora?"  Meio que desconfiado, José, o candidato número um, respondeu sem afetação: "estou rebocando essa parte do muro com argamassa, mas não demoro, termino isso já já...".  Após breve conversação, o velho mestre se dirigiu ao candidato número dois: Antônio.  Aproximando-se ele repetiu a mesma pergunta: "Bom dia Antônio. O que você está fazendo agora?".  O pedreiro, sem perceber as verdadeiras intenções daquela pergunta aparentemente sem propósito, parou um pouco de acimentar um tijolo, respirou, olhou para o alto da cúpula da edificação que já aparecia em meio aos andaimes e verbalizou a seguinte frase: "Estou ajudando a erguer esta linda igreja". O bom e velho mestre de obras abriu um sorriso e, com o semblante de aprovação, balançou afirmativamente a sua cabeça e, pensando alto, confabulou consigo mesmo: "Já sei quem será promovido".

A todo momento nos deparamos com empresas, as vezes bem sucedidas, que, após um surto de crescimento, não conseguem mais gerar o mesmo resultado de outrora.  Um dos principais inimigos da produtividade é a mecanicidade.  As equipes, sob a desculpa da melhoria dos processos que se esconde por trás das inúmeras bandeiras de certificação: ISO, CMMI, ITIL, entre outras, sucumbem a pequenas organizações que emergem dos quintais e garagens, como as velhas conhecidas Microsoft, Apple e Google um dia fizeram.  Essas empresas não tiveram nenhuma certificação e, sem recursos tecnológicos arrojados e, muitas vezes sem dinheiro no bolso, conseguem construir grandes negócios, quebrando paradigmas e superando seus concorrentes, independente de pompas e tamanhos.

Mas o que faz pequenas empresas derrubarem grandes impérios como fez a Microsoft coma IBM na década de 80?  Como faz a Google com a Microsoft nos tempos de hoje, e certamente farão outras com a Google, entrando nesse ciclo virtuoso de novo e de novo e de novo?

A resposta é simples e direta: Foco no negócio.  Isaac Newton nos revelou a Lei da Conservação da Energia.  Uma das mais incontestáveis leis naturais do universo.  É incrível como o Ser Humano subestima esta Lei na medida em que desfoca seus negócios, dispersando a energia de sua equipe, que é uma só, abrindo um leque de atividades divergentes e, consequentemente, gerando oportunidades de serem superadas em cada um se seus tentáculos por minúsculos negócios que emergem nos diversos quintais desta aldeia global.

Mas qual a solução para este problema?  Existe receita de bolo?  Como fazer grandes organizações continuarem gerando lucros e crescimento no mesmo ritmo de antes?  A resposta é simples, direta e objetiva: FOCO.  As pessoas precisam manter o mesmo foco que a empresa tem como um todo sob seu negócio.  E quando falamos em foco no negócio, referimos-nos à convergência de objetivos, respeito à missão da empresa e olhar direcionado à visão no curto, médio e longo prazo da organização.  Em termos práticos, isto se consegue fazendo com que cada profissional da equipe compre a missão, os valores e a visão da empresa, exercitando tudo isto a cada dia, em cada atividade.  Este é sem dúvida o maior desafio dos gestores de qualquer organização: manter a motivação de seus pares em cima do foco da empresa.  A responsabilidade da alta gestão, por sua vez, definir claramente os objetivos da organização, não permitindo que as pessoas saiam de seus focos, mantendo-as dentro de suas áreas de atuação.  Se todos estiverem caminhando rumo ao mesmo objetivo, teremos o resultado da seguinte equação: "o somatório das energias das pessoas = energia da empresa".

Para a área de TI, especificamente, precisamos acabar com essa ideia de que Desenvolvimento Seguro é aquele que é formado por um conjunto de caixas pretas, como repositórios de objetos reutilizáveis.  Cada desenvolvedor de um time tem que ter a consciência plena e clara do que está sendo desenvolvido.  Ele tem que conhecer bem o perfil do usuário que vai utilizar a aplicação desenvolvida, e entender claramente o comportamento deste cliente.  O Segredo já não é mais a Alma do negócio.  O conhecimento precisa ser compartilhado para haver evolução.  Apropriar-se de códigos fontes não é mais a prerrogativa do sucesso.  Sucesso é o resultado de quem sai na frente e consegue manter o foco no seu cliente e, a reboque disto, convergir seus produtos para a superação das expectativas deste cliente.

Assim, caro gestor de TI (e de outras áreas), vamos nos comunicar mais.  Vamos ser mais claros.  Com menos segredos.  Menos caixas pretas.  E mais foco naquilo que realmente interessa: satisfazer e superar as expectativas de nosso cliente.  Que este sentimento esteja imbuído nas mentes de cada um de seus colaboradores e gestores.

Bons negócios !

MTE discute NR-36 com trabalhadores


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Segurança e saúde foi tema de encontro com representações

Florianópolis, 16/04/2013 – Na manhã desta segunda-feira (15), em Florianópolis, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, em reunião com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins), discutiu a publicação da NR-36, que trata das condições de trabalho em frigoríficos, além de outros assuntos de interesse regional e nacional da categoria como redução da jornada de trabalho para 40h semanais, o fim do fator previdenciário, maior fiscalização por parte do Ministério do Trabalho e ainda a regularização das contribuições sindicais.
O ministro intensificou junto aos representantes melhorias nas condições de trabalho no setor de frigoríficos e o cumprimento de novas regras para garantir condições de saúde e segurança dos trabalhadores.
Manoel Dias ressaltou a preocupação do MTE com relação às condições de trabalho no setor de frigoríficos e afins. “O Ministério do Trabalho e Emprego está realmente comprometido em regularizar as condições de trabalho e dar andamento aos assuntos pendentes da categoria”, observou.
Para o diretor da CNTA Afins, Miguel Padilha, a maior preocupação dos trabalhadores em frigoríficos é com o cumprimento das novas regras de saúde e de segurança no setor, com a reformulação estrutural e a concessão de pausas durante o trabalho. “O encontro mostrou que o ministro está realmente comprometido com a classe trabalhadora e, claro, com a relação capital e trabalho. A NR-36 foi negociada entre o governo, empresas e trabalhadores e essa iniciativa mostra que o MTE se colocou como um tripé, mostrando que o ministro entrou para tomar decisões e tocar o barco para frente”, disse Padilha.
Padilha, que também é secretário da CNTA Afins para a região Sul e presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados, Indústrias da Alimentação e Afins do Estado de Santa Catarina (FETIAESC), defendeu que mudanças objeto da NR-36 irão beneficiar, principalmente, trabalhadores de grandes empresas do sul do país. “No nosso entendimento esse é um grande avanço para diminuir as doenças ocupacionais e, com isso, o gasto do Governo Federal irá reduzir a partir da diminuição de pessoas afastadas e dependentes da previdência social. A conquista de um trabalho com saúde significa gerar lucro e com isso todo mundo ganha.”, avaliou.
O encontro também serviu para discutir outros interesses da categoria, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário, a fiscalização trabalhista e a regulamentação de contribuições sindicais.
Presentes à reunião, além da CNTA Afins, os diretores da Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Santa Catarina (FTIAESC), Ludovino Soccol, Vilmar Antônio de Faveri e Reni Carlos Thomazoni.

Assessoria de Imprensa/MTE
Com informações do Serviço de comunicação da SRTE/SC e Assessoria de Imprensa da CNTA Afins


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Formação de Membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes)







NR-10 Segurança em Instalações Elétricas




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Por que não fazer sua própria Declaração de Imposto de Renda?


As vezes confiamos a nossos contadores a difícil missão de adivinhar o que queremos de nosso futuro. Futuro? Como assim? É isso aí. Mais de 85% dos cidadãos que declaram imposto de renda tem um único objetivo: pagar o menor imposto possível. E os contadores sabem disto. Por isto boa parte deles se esforça em maquiar as informações de modo a reduzir, ao máximo, o valor de imposto a pagar e, se possível, a restituir. 


Mas será que pagar menos imposto de renda não tem efeito colateral? A resposta é sim. Sobretudo para pequenos empresários e profissionais liberais que necessitam recorrer à obtenção de financiamentos bancários para seus negócios, declarar modicamente seus ativos significa renunciar a inúmeras oportunidades de c'réditos para sua empresa. 

Mas como escolher a melhor forma de fazer isto? Como declarar de forma inteligente o nosso imposto de renda? Quer saber? Faça o curso de Declaração de Imposto de Renda da Acadetec e fique por dentro das dicas e truques de como obter a maior vantagem possível de uma boa declaração. A Profa. Irani Oliveira, coordenadora do Curso de Ciências Contábeis da FG (Faculdade dos Guararapes) vai lhe ensinar tudo isso e muito mais. 

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Direção Defensiva ou Preventiva?

Ao lançar seu primeiro curso online na área de Direção Preventiva, a Diretoria de marketing da Coopetrans - Cooperativa de Trânsito, suscitou a seguinte dúvida: Qual a diferença entre Direção Defensiva e Direção Preventiva?  Apesar de sutil, existe sim uma diferença.  Segundo Macos André Lira, presidente da Coopetrans, o termo direção preventiva se aplica aos cuidados que se deve ter para prevenir acidentes de trânsito enquanto se conduz um veículo.  Já a direção defensiva enseja a proatividade, ou seja, admitindo-se a ocorrência de uma situação de risco, de que forma um condutor pode corrigir a ação que culminaria em um acidente.

Preventiva ou defensiva, a questão é que o mais novo lançamento da Coopetrans, o curso online de Direção Preventiva, tem por objetivo instruir o participante sobre todas as medidas de segurança de trânsito a serem tomadas dentro de uma rotina de trabalho ou doméstica.  Especialmente para quem trabalha com frotas ou usa seu veículo profissionalmente, este curso é muito importante para reduzir os índices de acidentes de trânsito.  "Além de poupar vidas, a atitude preventiva representa economia para as empresas que lidam diariamente com o transporte de cargas e pessoas", complementa Marcos André.

Mas atenção, segundo o presidente da Coopetrans, este curso não substitui os cursos obrigatórios exigidos por Lei, como o de Transporte de Cargas Perigosas, entre outros, apesar de já serem exigidos por várias empresas como introdução obrigatória para a formação de condutores profissionais.

O curso de Direção Preventiva da Coopetrans foi produzido em parceria com a Acadetec - Academia Tecnológica do Brasil, no que concerne à gravação e edição das videoaulas.  A plataforma utilizada é a mesma da Acadetec, ou seja, o Havonna - que oferece todos os recursos já conhecidos dos alunos e ex-alunos da instituição, como fórum, chat, caderno eletrônico de anotações, entre muitas outras ferramentas de EAD.

As inscrições para este curso já estão abertas no site: www.coopetrans.havonna.com.br, e as aulas podem ser assistidas imediatamente após a inscrição.  O certificado é expedido pela Cooperativa que já detém enorme reputação ao longo de sua trajetória educacional, com inúmeros cursos presenciais já ofertados e cursados por centenas de profissionais e condutores domésticos.

Saiba mais sobre este curso no próprio site de inscrições da Coopetrans:



Entrevista da Revista MaisTI com o Prof David Stephen




Novos talentos de TI querem trabalhar por conta própria

Em entrevista exclusiva ao Mais TI, David Stephen, explica porque é cada vez maior o número de jovens da área de TI que buscam abrir seus próprios negócios. David, que é fundador do Ibratec e da Unibratec - instituições de ensino referência em TI no Nordeste - também fala das vantagens e desvantagens para os novos empreendedores.

LG – Segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Ilumeo, no Campus Party – maior evento digital brasileiro –, 40% dos jovens que estudam ou trabalham com Tecnologia da Informação (TI) querem abrir o próprio negócio. Como fundador da Unibratec, a primeira instituição universitária de nível tecnológico do Nordeste, você acredita que essa pesquisa aponta para alguma tendência no mercado de TI nos próximos anos?

David Stephen: Sim, não apenas na área de tecnologia, mas em diversas outras áreas observa-se este fenômeno.  Especialmente na área de TI, em que não há uma regulamentação das profissões, e os jovens procuram as instituições de ensino muito mais para obterem conhecimento, do que a certificação propriamente dita. Fato que não ocorre com as graduações mais tradicionais como Direito, Medicina e Engenharias.  

Se lançarmos um olhar bifocal sobre este fenômeno, encontraremos respostas nos dois lados da mesa. Para as empresas, trabalhar com mão de obra terceirizada e fornecedores do tipo PJ (Pessoa Jurídica) tem sido cada vez mais a opção adotada para assegurar a competitividade.  Do outro lado, os profissionais encontram na iniciativa privada melhores perspectivas de remuneração e sucesso.  Ao nos inspirarmos nas maiores e mais arrojadas empresas do mundo, como Google, Apple e Microsoft, percebemos nitidamente esse movimento.  Ainda que não utilizem mão de obra terceirizada nos moldes das empresas brasileiras, essas corporações tratam seus colaboradores como empresas, com participações substanciais nos resultados dos produtos.  Eu acredito que é para lá que estamos caminhando.  Se não vamos operar 100% com mão de obra terceirizada, certamente teremos intraempreendedores ocupando as vagas dos, até então, conhecidos como "funcionários de carreira".

LG – Em sua opinião, o que estaria levando os jovens formados em TI a abandonarem o emprego formal para trabalharem por conta própria?

David Stephen: Sem dúvida o alto índice de remuneração possível na atividade empreendedora é a resposta a esta pergunta.  Como funcionário de carreira, um profissional literalmente troca tempo por dinheiro.  Como temos um número limitado de horas úteis para trocar por dia, no máximo 17 horas, não dá para pensar em ganhar mais do que possa ser gerado com esses honorários.  

Mas quando falamos em atividade empreendedora, descortinam-se inúmeras oportunidades de ganhos escalares, em que o fator tempo não é mais o limitador para o rendimento, uma vez que é possível multiplicar-se cada hora de trabalho através de gerenciamento de projetos empreendedores. 

Para exemplificar, vamos tomar por base uma situação-problema bastante peculiar: um web designer recém-formado pode receber um salário de até R$ 3.000,00 para ocupar seu tempo desenvolvendo sites para uma única empresa.  

Em outra situação, esse mesmo profissional pode ganhar cerca R$150,00 por mês para desenvolver e manter um site de seu cliente.  Se ele tiver 20 clientes, o que não é tão difícil assim, poderá faturar os mesmos R$3.000,00 com bem menos trabalho, e ainda poderá ampliar para mais 20 ou 30 clientes, assegurando remunerações cada vez maiores.

LG – Explique um pouco como funciona a empregabilidade e qual o grau de influência dela nesse processo de empreendedorismo dos jovens talentos de TI? 

David Stephen: O termo "empregabilidade", bastante empregado pelas consultorias de RH nos últimos 20 anos, já não representa o estado da arte em se tratando de Recursos Humanos.  Esse termo está sendo substituído por outro, bem mais abrangente e adequado às novas realidades do mercado global: a "Trabalhabilidade".  

Dizemos que Trabalhabilidade = Empregabilidade + Intraempreendedorismo.  Isto é, para se manter no páreo das grandes seleções e empresas,  o profissional do século 21 tem que apresentar mais do que as competências técnicas e habilidades de marketing pessoal.  

É necessário ser um intraempreendedor, encarando a empresa onde trabalha como um cliente, os colegas e chefias como parceiros, e a carreira com um grande projeto a ser gerenciado.  Este perfil comportamental é hoje o mais desejável pelas empresas mais exigentes do mercado, e já é uma tendência entre as empresas de médio a grande porte no Brasil.  

O funcionário intraempreendedor não espera acontecer - ele faz a hora.  Ele não executa uma ordem sem a submeter ao seu clivo de consciência, perguntando sempre, a si mesmo e aos outros, o que pode ser melhorado e racionalizado.  O intraempreendedor sempre acredita que pode fazer melhor.  Ele não teme seus competidores, ao contrário, alia-se a eles em sistema de parceria.  

Este novo profissional não enxerga seu trabalho de forma departamentalizada. Ele visualiza o todo e compreende bem a importância e o impacto de seu trabalho para o sucesso de sua organização.  Estamos falando de um profissional que não tem medo de ser demitido, pois sabe que tem um monte de empresas que irá disputá-lo a tapas.  É esse o conceito expandido do termo "empregabilidade" no III milênio.

LG – Para você, quais são as principais barreiras que os formandos em TI enfrentam ao tentarem abrir seu próprio negócio?

David Stephen: Abrir seu próprio negócio não é bem a dificuldade que eu enxergo para os profissionais de TI.  Nunca foi tão fácil abrir uma empresa ou ser um microempreendedor individual.  Os problemas começam depois que a empresa entra em operação, começando pela carga tributária e burocracia fiscal, que põe o Brasil entre os mais ineficientes do bloco dito "emergente". 

No caso particular da TI, temos no Brasil um problema relevante: as leis de marcas e patentes.  Patentear um software ou serviço de tecnologia é uma missão praticamente impossível. A lei é arcaica e o INPI não dispõe de equipe e recursos tecnológicos que garanta a devida proteção da propriedade imaterial.  

Além disso, há poucos advogados especializados nessa área, o que torna o registro de uma patente demasiadamente caro e desgastante, sobretudo quando esse processo acarreta em disputas.  Outra característica que dificulta bastante a vida do pequeno empresário de TI é a deficiência gerencial.  Os informáticos, como são conhecidos os programadores, analistas de sistema e de suporte, entre outros, não vivenciam muitas disciplinas de gestão em suas graduações e, aliado ao seu comportamento cartesiano e introspectivo, propiciam uma das mais elevadas taxas de mortalidade entre as empresas de TI (cerca de 40%, até o segundo ano de vida).  

E para completar o cenário hostil com que se deparam os microempresários de TI, temos a dificuldade na obtenção de recursos para o financiamento de seus projetos.  Fatores como a exigência de aval e/ou garantias reais (ativo imobilizado) inviabilizam pequenos grandes negócios que simplesmente deixam de surgir por falta desses recursos financeiros.  

Mas, nem tudo está perdido. Por outro lado, empreender na área de TI é bem mais simples e rápido do que nas áreas da velha economia.  É possível abrir, operar e gerenciar um negócio sem sair de casa.  Quer seja na construção de portais, quer no desenvolvimento de programas de computadores, milhares de pequenos negócios estão crescendo sem a necessidade sequer de ter uma sede física.  Os escritórios virtuais se multiplicam pelo Brasil a fora, fazendo da Web a nova ambiência de negócios do século 21.  Com isso se conclui que, se há dificuldades para a abertura de um negócio no mercado de TI, as dificuldades são bem maiores em outras áreas.

LG – Por que os benefícios ofertados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já não são mais atrativos aos recém-formados em TI?

David Stephen: Essa é uma boa pergunta.  Vamos apontar alguns pontos críticos que deixam a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) um objeto cada vez mais em desuso:

a) A Previdência Social não representa mais uma segurança substancial para quem pensa em, um dia, se aposentar;

b) Os encargos sociais e descontos sobre o salário-base são altíssimos, tanto para a empresa quanto para o empregado;

c) A carga tributária e os benefícios em excesso (como férias, décimo terceiro etc.) deixam o funcionário de carreira bastante vulnerável às intempéries do mercado.  Qualquer margem de prejuízo que uma empresa venha a ter, a primeira coisa que passa na cabeça do gestor é a reengenharia, que, quer queira quer não, sempre passa por demissões para redução de custo.  Assim, uma relação empregatícia pela CLT está longe de representar alguma estabilidade para o colaborador;

d) O fato da área de TI ser considerada "meio" para a maioria das empresas (usuárias de tecnologia) deixa mais uma vez o funcionário de carreira em situação de vulnerabilidade, sujeito à redução do contingente para cortes de gastos.  Já para as empresas em que a área fim seja TI (uma minoria), o funcionário de carreira tende a ser bastante valorizado.

Boa parte dos colaboradores e gestores de empresas de TI fazem acordos demissionários para serem convertidos em prestadores de serviços, com contratos de Pessoa Jurídica.  Essa opção vem sendo utilizada sistematicamente por empresas de todos os portes como alternativa à obsolescência da CTPS e da CLT.

LG – Fala-se muito em apagão de talentos no mercado brasileiro de TI. Você acredita que esse cenário pode estar sendo influenciado pelo fato dos jovens profissionais estarem investindo no próprio negócio? 

David Stephen: De modo algum.  Como disse anteriormente, o fato de um jovem recém-formado abrir seu próprio negócio não significa que ele não venha a ocupar uma vaga de trabalho.  Essa vaga, como discutimos na resposta à pergunta número cinco, pode ser ocupada por uma empresa prestadora de serviços, desempenhando o mesmo papel do funcionário de carreira, e talvez de forma mais competitiva.  O apagão de talentos existe sim, mas principalmente pela desarticulação do setor educacional com o produtivo. 

Infelizmente nossas universidades estão se preocupando mais em formar mestres e doutores do que com a formação técnica.  Nos Estados Unidos e Europa, o número de escolas técnicas ou institutos politécnicos é bem maior do que o de universidades.  No Brasil, pasmem, esses números são invertidos.  Há uma faculdade em cada esquina, já escolas técnicas, essas são escassas e, quando existem, pecam em estrutura laboratorial e qualidade de ensino.  

A falta de uma regulamentação para a área profissional de TI também prejudica bastante a competição entre os profissionais, legando ao mercado uma auto-regulamentação sem controle, ao sabor de interesses localizados do setor empresarial.  Não há exigências de qualificação como há nas áreas da Engenharia, por exemplo, ou na área de Segurança do Trabalho.  

Hoje, o empregador de TI não se vê obrigado a investir em capacitação de seus colaboradores, deixando essa tarefa a cargo dos próprios profissionais que se esforçam para obter uma certificação internacional como Microsoft, Cisco, PMI, entre outras.  Como vemos, apagão existe, mas o problema não está na livre iniciativa empreendedora, mas na falta de políticas públicas claras que venham a valorizar a figura do informático, bem como forçar as instituições de ensino a formar profissionais mais afinados com as necessidades das empresas brasileiras.

LG – Considerando que cada vez mais se exige do profissional de TI uma visão mercadológica e gerencial, qual seria a melhor forma de começar a carreira: entrando em uma empresa de médio ou grande porte, já estruturada, ou montando seu próprio negócio?

David Stephen: Esta não é uma pergunta muito fácil de responder.  Qualquer resposta não passará de uma opinião pessoal.  A minha, por exemplo, é de que um profissional deve sim trabalhar em uma grande corporação antes de se arvorar a ter seu próprio negócio. Quanto maior e mais bem organizada for a corporação, melhor para o legado de conhecimento desse futuro empresário.  

Eu, por exemplo, antes de pedir demissão para montar minha primeira empresa, trabalhei em duas: uma de médio porte, de natureza privada, e outra pública. Ambas na área de TI. Isso me deu uma visão bastante ampla e lúcida sobre o que eu deveria fazer quando tivesse minha própria empresa.  Causei muita estranheza nas pessoas quando pedi demissão de uma empresa pública para me aventurar em um negócio do zero.  As dificuldades foram muitas, mas após 15 anos aquela pequena empresa havia se transformado em uma das mais respeitadas instituições universitárias tecnológicas do País, a Unibratec.

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Leia a entrevista diretamente no Portal da MaisTI aqui.

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Só minoria faz teste para detecção de clamídia, diz estudo


Apenas um terço das mulheres faz como rotina o exame de detecção da clamídia, doença sexualmente transmissível que causa obstrução nas trompas e infertilidade.
O alerta é do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) americano que, após estudo, reforçou no mês passado a recomendação do teste para todas as mulheres jovens sexualmente ativas.
Na Europa e nos EUA, a incidência da doença, que afeta homens e mulheres, dobrou nos últimos dez anos. O principal motivo são as relações sexuais sem camisinha.
O CDC estima que 2,8 milhões estejam infectados nos EUA e não saibam. "No Brasil, a situação não é diferente. No nosso laboratório, aparecem muitos casos. É a doença venérea mais frequente", diz o ginecologista Márcio Coslovsky.
O Brasil não tem uma série histórica sobre a incidência da doença porque só o HIV e a sífilis congênita são DSTs de notificação compulsória.
Mas um levantamento do Ministério da Saúde mostrou que quase 10% das jovens entre 15 e 24 anos atendidas pelo SUS estavam infectadas.
Assintomática em 70% dos casos, a clamídia costuma passar despercebida, segundo Coslovsky. "Não dá cheiro, não dá coceira, não dá corrimento", explica o médico.
Normalmente, a pessoa só descobre se o médico pede exames para a detecção. "Mas, para isso, ele precisa lembrar da clamídia, o que normalmente não acontece. Hoje, o médico lembra mais de investigar o HPV", diz o ginecologista Nilson Roberto de Melo, professor da USP e diretor científico da Febrasgo (federação brasileira das associações de ginecologia).
INFERTILIDADE
Nas mulheres, a bactéria pode atravessar o colo uterino, atingir as trompas e causar a doença inflamatória pélvica (DIP). O risco é de as trompas ficarem obstruídas, o que impede a gravidez ou leva a uma gravidez tubária.
Nesses casos, as mulheres que desejam engravidar são orientadas a fazer uma fertilização in vitro, segundo o médico Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
"Quando elas chegam à clínica [de reprodução], já é tarde, o estrago está feito. Não tem como fazer cirurgia [para desobstruir as trompas]."
O assunto tem sido discutido nas últimas conferências internacionais sobre reprodução humana e colocado como um problema mundial.
HOMENS
Homens infectados por clamídia também estão sujeitos a inflamações nos epidídimos (epididimite) e nos testículos (orquite), que podem causar infertilidade.
"Normalmente, no homem é uma infecção mais leve. O problema é que ele pode infectar a parceira", explica Artur Dzik.
A clamídia também pode ser transmitida da mãe para o bebê na hora do parto.
Não há vacinas contra a clamídia. A única forma de prevenção é o sexo seguro com o uso de preservativos.
O tratamento é feito com antibióticos específicos. Ambos os parceiros precisam receber o tratamento para garantir a cura.
Fonte: CLÁUDIA COLLUCCI, SP. Imagem: Folhapress